A Prefeitura de Alagoinhas está mobilizada em uma força-tarefa para conter o avanço das arboviroses. Apesar do trabalho preventivo constante das equipes da Secretaria Municipal de Saúde, com ações de controle da dengue, zika e chikungunya durante todo o ano e visitas a cerca de 90 mil imóveis a cada três meses, a cidade registrou um crescimento preocupante nos casos suspeitos, de 62 notificações de dengue em janeiro e fevereiro de 2025 para 173 no primeiro bimestre deste ano, um aumento de 179%.
Para frear essa escalada e ampliar os serviços de combate e controle, a Prefeitura instituiu uma Sala de Situação composta pelas secretarias de Saúde (Sesau); Manutenção (Seman), Mobilidade e Ordem Pública (Semorp) e Comunicação (Secom). O resultado prático dessa união será um primeiro Super Mutirão Intersetorial a partir da próxima terça-feira, 17. Inicialmente a ação acontecerá no Petrolar, seguindo para Parque Floresta e Centro da cidade.
A ação conjunta que começa no próximo dia 17 complementará as atividades diárias e contará com limpeza intensificada de terrenos públicos, retirada de entulhos, palestras educativas e a presença ostensiva de Agentes de Combate às Endemias (ACE). Os proprietários de imóveis com irregularidades que não facilitarem a eliminação do mosquito em seus imóveis serão notificados formalmente.
“Estamos canalizando um esforço coletivo para conter o aumento das arboviroses, mas precisamos muito do apoio da população, principalmente, na receptividade aos nossos agentes de endemias. Eles sempre estão devidamente identificados e precisam ter acesso às casas, para fazer a avaliação técnica. Um estudo do Ministério da Saúde mostra que três em cada quatro focos do mosquito da dengue estão no interior das casas. Portanto, o morador que permite o acesso dos nossos agentes preserva a saúde e a vida dele mesmo, dos familiares e vizinhos”, comenta o secretário de Saúde de Alagoinhas, Luciano Sérgio.
Atualmente, Alagoinhas apresenta um Índice de Infestação Predial (IIP) de 1,08%, considerado como de “média infestação”. Apesar disso, localidades específicas exigem atenção redobrada. O Centro é a região com o maior número de ocorrências, contabilizando 61 casos notificados. Outros pontos críticos são o Jardim Petrolar (35); Urbis Petrolar (12); Tereópolis (9) e Barreiro, com 8 casos de dengue.
Chikungunya e Zika
A febre Chikungunya também registrou alta em Alagoinhas, subindo de 3 notificações no primeiro bimestre de 2025 para 25 casos no mesmo período de 2026. Quanto ao Zika Vírus, embora ainda não existam registros oficiais deste ano, a Vigilância mantém monitoramento rigoroso para evitar a subnotificação.
A Prefeitura vem ampliando as ações educativas e de controle vetorial desde 2025. Iniciativas conjuntas como busca ativa de casos, realização de limpeza de terrenos públicos, responsabilização de proprietários de imóveis que apresentem inconformidades, visitas técnicas domiciliares, tratamento com borrifação em depósitos de locais como borracharias e sucatarias, e eliminação de criadouros são realizadas regularmente.
Para auxiliar o poder público no enfrentamento da atual situação, além de permitir a vistoria dos imóveis, é importante que os cidadãos não deixem água parada em vasos de plantas, garrafas, calhas, recipientes de degelo, pneus caixas d’água e tonéis. “A luta contra o mosquito só será vencida se a população adotar medidas de manejo em suas residências e receber os agentes para as inspeções técnicas”, ressalta o gerente de Endemias da Sesau, João Luiz Teixeira.
Foto: Secom / Alagoinhas
Fonte: Prefeitura de Alagoinhas




