
Foto: Otávio Santos/ Secom PMS
Texto: Letícia Silva e Ana Virgínia Vilalva/ Secom PMS
A Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) promoveu, na manhã desta quarta-feira (4), o encerramento do Programa SustentaFolia no ciclo voltado para baianas de acarajé. A iniciativa capacitou 15 profissionais da área, com base em pilares de ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês), empreendedorismo social, economia circular e valorização da cultura, com entrega de certificação.
Durante o processo, as participantes tiveram acesso a workshops, palestras, consultorias personalizadas, além de trocas de conhecimento sobre economia circular, serviços sustentáveis e aplicação dos conceitos na prática dos negócios.
Além dos ganhos ambientais, a iniciativa pretende estimular a economia local, garantindo que mais trabalhadores estejam aptos a atender à crescente demanda por serviços com responsabilidade socioambiental.
“Esse primeiro ciclo com as baianas foi superimportante para elas entenderem como trazer práticas sustentáveis para o dia a dia. Nós já tínhamos uma qualificação em parceria com a Unifacs e, hoje, em parceria com o Sebrae e Startei, nós trouxemos outros elementos sustentáveis. Incorporamos metodologias e estratégias para ter uma cidade com serviços mais qualificados”, disse o subsecretário da Secis, Walter Pinto Júnior.
Desde 2021, a Prefeitura vem desempenhando um papel de fortalecimento do ofício das baianas por meio do Afroestima e Afrobiz. “Já estamos no sexto ciclo do Afroestima, e existem módulos específicos para oferecer ferramentas para que elas possam desenvolver melhor produtos e serviços. É um investimento que ultrapassa os R$ 4 milhões”, revelou a gerente de Desenvolvimento Estratégico da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), Simone Costa.
Ainda no âmbito do SustentaFolia, as baianas passaram por uma capacitação voltada para valorização do ofício. “Isso representa um ativo econômico importante para a cidade e para o turismo, e também como uma fonte de renda para essas mulheres. Quando a gente fortalece as baianas, fortalecemos a nossa identidade e, enquanto cidade, como um destino turístico responsável”, completou a gerente.
Proposta – O programa, realizado em parceria com o Sebrae Bahia, tem como proposta promover práticas de sustentabilidade, responsabilidade social e inovação dentro da cadeia produtiva da maior festa de rua do mundo e, consequentemente, em outros eventos da capital baiana.
Analista do Sebrae e coordenadora do SustentaFolia, Márcia Mota atua na área de Ambiente e Negócios com o intuito de promover mais inclusão daqueles que ainda não estão inseridos economicamente no território. “Esse projeto veio de uma discussão de muito alinhamento. Desde 2024, nós queríamos fazer um trabalho de inclusão, trazendo o tema da sustentabilidade e desmistificando o ESG para alguns segmentos da sociedade.”
“Trabalhar com as baianas foi uma surpresa e um presente, porque a gente não imagina como alguns segmentos que não fazem parte dos tradicionais estão inseridos no tema, e percebem a importância disso para salvar o planeta, com preocupações quanto à limpeza, de gerir o resíduo da melhor forma, de usar um produto que não polua o ambiente”, disse Márcia.
A coordenadora da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares, a baiana Rita Santos, conta que a capacitação é importante não só para as quituteiras, mas para o meio ambiente também.
“Elas vão replicar tudo que elas aprenderam. Valeu a pena. Foram 15 profissionais certificadas, que vão replicar para as outras. Elas aprenderam como trabalhar de forma sustentável, melhorando seu dia a dia.”
Rita reforça que, além da capacitação, ter uma baiana como embaixadora sustentável é algo que não só agrega, mas levanta a autoestima das baianas, mostrando que estão sendo valorizadas.
A homenageada em questão é Maria Emília Bittencourt, de 68 anos, baiana de acarajé que atua no Porto da Barra e será condecorada durante a folia.
Eixos – O SustentaFolia é o primeiro projeto ESG do Carnaval destinado a micro e pequenas empresas (MPEs) que atuam no fornecimento de serviços para blocos, trios e camarotes, além de baianas de acarajé e cooperativas de reciclagem.
O programa está estruturado em quatro eixos: Inclusão e Inovação, voltado especialmente para cooperativas, com novas abordagens de negócios e oportunidades para geração de renda; Capacitação Técnica, com foco em temas como ESG, sustentabilidade e empregos verdes; Consultorias e Acesso ao Mercado, para fortalecer as empresas locais; e Valorização Cultural e Social, com foco no empreendedorismo feminino.
Fonte: Prefeitura de Salvador




