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O governo da Venezuela e a embaixada dos Estados Unidos (EUA) informaram que a presidente interina, Delcy Rodríguez, se reuniu com a enviada norte-americana, Laura Dogu, à medida que os dois países retomam gradualmente as relações bilaterais rompidas em 2019.
Em comunicado, o governo informou que a reunião ocorreu no palácio presidencial de Miraflores e serviu para discutir “a agenda de trabalho entre a República Bolivariana da Venezuela e os Estados Unidos”.
O ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil, acrescentou, em comentários na televisão estatal, que a conversa abordou a “agenda comum” entre os dois países, especialmente questões energéticas, comerciais, políticas e econômicas.
Ele acrescentou que Félix Plasencia, ex-ministro das Relações Exteriores que também atuou como embaixador do país na China, viajará a Washington nos próximos dias para atuar como “representante diplomático” da Venezuela.
O irmão de Delcy Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, participou da reunião, informou o governo, assim como Yvan Gil, com quem Dogu se reuniu no fim de semana após chegada a Caracas.
“Os governos da Venezuela e dos Estados Unidos se propuseram a avançar em um roteiro para tratar de questões de interesse bilateral, por meio do diálogo diplomático, com base no respeito mútuo e no direito internacional”, acrescentou o comunicado.
A embaixada dos EUA na Venezuela informou, nas redes sociais, que Dogu se reuniu com autoridades venezuelanas para “reiterar as três fases que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, havia delineado para a Venezuela: estabilização, recuperação econômica, reconciliação e transição”.
Após meses de tensões crescentes, os EUA capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, há um mês, desencadeando uma série de mudanças no país, incluindo a posse de Delcy, a aprovação da reforma de sua principal lei petrolífera e a libertação de alguns presos políticos. Ela afirmou que procura “relações internacionais equilibradas e respeitosas”, enquanto Trump disse que a relação com o governo interino tem corrido bem.
Os dois países chegaram a um acordo para exportar até US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano para os Estados Unidos. A presidente anunciou, na sexta-feira, uma proposta de “lei de anistia” para centenas de prisioneiros no país, uma medida há muito exigida pela oposição e por grupos de direitos humanos.
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Fonte: Agência Brasil




