
A necessidade de adoção de medidas urgentes por parte do Governo do Estado para solucionar atendimentos de pacientes de alta complexidade que necessitam de transferência pelo sistema de regulação voltou a ser abordada, hoje (11) na Câmara. Primeiro a se pronunciar sobre o assunto, o vereador Lulinha da Gente (União) reclamou que as pessoas continuam morrendo em UPAS e Policlínicas, sejam do Estado ou do Município, sem conseguir serem reguladas para unidades hospitalares. No momento, aproximadamente 40 pacientes estão aguardando resposta do sistema estadual em Feira, segundo ele.
Classificando como “descaso na questão da fila da regulação”, o vereador questionou se o governador vai esperar ser acionado pelo Ministério Público (MP-BA) para se pronunciar e adotar providências. Lulinha relatou que ontem (10) o vídeo de um pai desesperado em busca de socorro para a filha (acometida com aneurisma), viralizou nas redes sociais. Recentemente, duas funcionárias públicas morreram aguardando regulação e o paciente Maurício Coutinho da Silva, internado há seis dias, morreu na Policlínica do Parque Ipê, na manhã desta quarta-feira (11). Casos como estes, defendeu o parlamentar, deveriam ser regulados imediatamente, dentro de 24 horas.
No caso citado, o vereador Lulinha disse que “não daria 100 metros da UPA para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), onde se faz o serviço de atendimento” e ressaltou que o caso só foi resolvido após a repercussão na internet. Presidente da Comissão de Saúde da Câmara, o edil informou que irá convocar os integrantes do colegiado, provavelmente após o período de carnaval, para fazer visitas às policlínicas e UPAS do Município, no intuito de verificar “in loco” o problema. “A gente não aguenta mais ver o sofrimento das pessoas, ligando constantemente para pedir ajuda. Cadê os hospitais que foram construídos pelo Estado? Estão onde?”, questionou, reclamando o fato de que quando as transferências ocorrem, muitos pacientes são enviados para cidades pequenas ou distantes, como Itaberaba.
Outro aspecto preocupante foi sinalizado por Lulinha: “A regulação leva e não traz de volta. Se morrer lá, como é que a família vai pagar para trazer de volta? A Saúde está um caos”, criticou. Já para Luiz da Feira (PP), apesar de ser importantíssima a abordagem sobre melhorias na Saúde, a cobrança deve ser para que o prefeito e o governador construam um Hospital Municipal em Feira. “Isto é o que irá desafogar tanto o Hospital Dom Pedro de Alcântara, quanto o Clériston Andrade”, afirmou.
Para Galeguinho SPA (União), o problema pode estar relacionado à demanda do HGCA, que é responsável por atender mais de 100 municípios. Outro ponto, assegurou o parlamentar, se refere ao maior quantitativo de atendimento se voltar a acidentes de motos. “É necessário termos políticas voltadas aos condutores e entregadores de aplicativos, para conter as coisas que resultam em acidente. 90% dos internados no HGCA são relativos a queda de motos e afins”, disse Galeguinho. Ele entende que, além dos transtornos e aumento de custos para o SUS, o problema prejudica quem precisa de outros tipos de atendimento nos hospitais.
Foto: Tomaz Silva/Ag Brasil
Fonte: Câmara de Feira de Santana




