

Foto: © Reuters/The White House/Arquivo/Proibida reprodução
Alguns parlamentares republicanos expressaram preocupação com as ações militares dos Estados Unidos (EUA) na costa da Venezuela e se juntaram aos democratas, prometendo investigar os múltiplos ataques a um único barco, embora não houvesse nenhuma informação nessa segunda-feira (1º) sobre qualquer reunião ou audiência.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que houve dois ataques a um barco no início de setembro, dizendo que estavam dentro da lei e foram autorizados pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, dias após alguns membros do Congresso afirmarem que o segundo ataque para matar sobreviventes poderia ter sido ilegal.
Os ataques a barcos são a segunda questão em uma semana a provocar objeções dos republicanos, que vinham apoiando fortemente praticamente todas as iniciativas políticas do presidente Donald Trump desde o início de seu segundo mandato em janeiro.
Na semana passada, parlamentares republicanos criticaram duramente a Casa Branca por sua forma de lidar com um plano de paz proposto para a Ucrânia que, segundo eles, favorece a Rússia.
As últimas preocupações surgiram após o Washington Post noticiar, na sexta-feira, que Hegseth “deu ordem verbal” para matar todos a bordo de uma das embarcações.
Hegseth negou veementemente que tivesse ordenado um segundo ataque. Ele considerou os relatos “fabricados, inflamatórios e depreciativos” nas redes sociais. Trump disse que iria avaliar o assunto, mas que acreditou “100%” em Hegseth quando ele disse que não havia determinado um segundo ataque.
Os dois comitês do Congresso, liderados pelos republicanos, que supervisionam o Pentágono disseram que analisariam o caso. Na sexta-feira, o presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, o republicano Roger Wicker, do Mississippi, e o senador Jack Reed, de Rhode Island, principal democrata do comitê, disseram que conduziriam uma “supervisão vigorosa”.
Seus pares do painel de Serviços Armados da Câmara dos Deputados, o presidente republicano Mike Rogers, do Alabama, e o democrata Adam Smith, de Washington, afirmaram que levavam as informações a sério e que estavam tomando medidas bipartidárias para obter um relato completo .
Leavitt disse, em reunião na Casa Branca, que Hegseth havia conversado com alguns membros do Congresso “que poderiam estar preocupados” durante o fim de semana.
Ontem, líderes democratas e republicanos do Congresso disseram que previam exames bipartidários do incidente.
*(Reportagem adicional de Jeff Mason e David Morgan)
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Fonte: Agência Brasil




