
Foto: Divulgação / Secult
Texto: Ascom Secult
A Prefeitura de Salvador deu, nesta quarta-feira (21), um passo decisivo para posicionar a capital baiana como referência nacional em inovação no turismo. Durante a primeira reunião do Comitê Gestor de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI) do ano de 2026, realizada no auditório Makota Valdina, na sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), foi iniciada a articulação para o mapeamento dos principais pontos turísticos da cidade e das áreas com potencial para se tornarem destinos turísticos inteligentes.
O encontro reuniu representantes de diversas secretarias municipais, órgãos da gestão pública, iniciativa privada, entidades do trade turístico, universidades e sociedade civil organizada. A proposta é estruturar Salvador a partir de um modelo moderno de gestão, integrando tecnologia, inovação, sustentabilidade, governança e participação social.
A reunião foi conduzida pelo diretor de Planejamento, Inteligência e Inovação Turística da Secult, Pierre Valcacio, que apresentou as diretrizes do modelo DTI-BR, baseado em nove eixos estruturantes: governança, inovação, tecnologia, acessibilidade, criatividade, sustentabilidade, segurança, mobilidade e promoção.
Segundo Pierre, o trabalho do comitê será desenvolvido a partir de uma metodologia que permitirá diagnosticar a situação atual de Salvador, identificar lacunas e propor soluções concretas. “Os exercícios são os pontos de partida para construir um diálogo consciente, que funcionam como critérios de referência para avaliar a situação atual de Salvador. A partir deles, os grupos poderão identificar lacunas, mapear oportunidades, priorizar intervenções e propor projetos de forma estruturada”, explicou.
De acordo com o diretor, o comitê vai atuar de forma integrada, com grupos organizados por eixos temáticos, reunindo áreas como governança, digitalização de processos, planejamento urbano, gestão de dados, participação social e uso inteligente do território. “O modelo de governança, inovação e tecnologia funciona como um plano de trabalho integrado à gestão pública, dados e transformação digital. É um processo que permite organizar a cidade para um novo patamar de gestão turística”, afirmou.
Para Hirlene Pereira, representante do Sebrae, a proposta fortalece a conexão entre os territórios mais visitados, os moradores e o setor produtivo. “Essa é a maior concentração de visitação da cidade, onde o turista vai e onde o morador percebe o turismo acontecendo. A partir dos indicadores dos destinos turísticos inteligentes, conseguimos mensurar de forma concreta as ações. É fundamental integrar o morador, a comunidade empresarial e os parceiros públicos para que esse processo seja realmente coletivo”, destacou.
Ela também ressaltou a importância de revitalizar áreas históricas e culturais, valorizando o patrimônio simbólico de Salvador. “Esse processo de revitalização traz novamente esses atrativos para o inconsciente coletivo. Salvador já é cantada e divulgada pelo mundo, mas esse trabalho precisa ser bem construído e coordenado para gerar resultados concretos”, completou.
O subsecretário da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), Valter Pinto, destacou o potencial dos territórios criativos, culturais e ambientais como vetores do turismo inteligente. “É fundamental envolver as comunidades locais, produtores e produtoras culturais. Temos territórios com enorme valor histórico, social, ambiental e educacional, com forte potencial para o turismo criativo, o ecoturismo e a economia da cultura. Esses espaços podem se transformar em verdadeiros polos de turismo inteligente”, afirmou.
Já o diretor de Cidadania Cultural, Chicco Assis, defendeu a importância de definir um foco estratégico e uma perspectiva de futuro para o comitê. “Se começarmos por regiões como a Barra e o Centro Histórico, não há problema. Mas é fundamental definir qual será a nossa perspectiva de futuro e qual o discurso de atuação do destino inteligente. Precisamos ter clareza sobre o que queremos construir a partir dessas ações piloto”, pontuou.
A chefe de gabinete da Salvador Capital Afro, Ivete Sacramento, reforçou que o comitê terá um papel fundamental na implantação de um sistema de testes para transformar os equipamentos culturais e turísticos da cidade em destinos inteligentes. “Essa é a função do comitê: pensar como transformar o que já temos em destinos inteligentes. Vamos concentrar esforços nos equipamentos da prefeitura, estruturar um sistema de testes, estabelecer prazos e metas. A partir daí, poderemos ampliar para outros equipamentos e territórios”, explicou.
O diretor de Qualificação e Promoção do Turismo, Gegê Magalhães, também contribuiu com a discussão, ressaltando a importância de reconhecer e integrar atrativos já consolidados e territórios com forte identidade cultural ao planejamento estratégico do turismo inteligente.
A criação do Comitê Gestor de Destinos Turísticos Inteligentes, instituído por decreto do prefeito Bruno Reis, representa um novo momento para o turismo de Salvador. A iniciativa consolida uma governança integrada, participativa e orientada por dados, inovação e sustentabilidade.
Com o início dos trabalhos, Salvador começa a estruturar, de forma inédita, um modelo de gestão que conecta poder público, iniciativa privada, universidades, entidades do setor e a população, preparando a cidade para se consolidar como um destino turístico inteligente, criativo e competitivo no Brasil e no mundo.
Fonte: Prefeitura de Salvador




