
A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres conta com o apoio de uma equipe multidisciplinar formada por cinco assistentes sociais, duas psicólogas e duas estagiárias em Psicologia, que atuam diariamente no acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência doméstica.
Além do suporte psicossocial, a Secretaria também disponibiliza atendimento jurídico para demandas relacionadas à pensão alimentícia, guarda de filhos e outras questões familiares. Nos casos de violência doméstica, a atuação jurídica ocorre quando há envolvimento de menores de idade. Quando não se enquadram nesse perfil, as mulheres são encaminhadas à Defensoria Pública para garantir seus direitos legais.
O primeiro atendimento é sempre realizado pelas assistentes sociais, responsáveis pelo acolhimento inicial e pela escuta qualificada das vítimas. A partir dessa escuta, a equipe avalia cada situação e direciona a mulher para os serviços mais adequados. Quando há necessidade de acompanhamento psicológico intensivo ou social ampliado — especialmente em casos em que existe medida protetiva — as usuárias são encaminhadas ao Centro de Referência Maria Quitéria (CRMQ), que oferece estrutura especializada para o atendimento integral.
Os dados de 2025 apontam um aumento significativo na procura pelos serviços da Secretaria. Grande parte das mulheres atendidas é beneficiária do Programa Bolsa Família, o que evidencia a relação entre vulnerabilidade social e a permanência em contextos de violência.
Outro aspecto preocupante identificado pela equipe técnica é que a maioria das mulheres que procuram o serviço ainda não possui medida protetiva e, muitas vezes, continuam convivendo no mesmo ambiente com o agressor. O medo de denunciar e a insegurança em relação às consequências ainda são fatores que dificultam a formalização das queixas.
A titular da pasta, a secretária Neinha Bastos, explica que diante desse cenário, a SMPM reafirma seu compromisso com a promoção de políticas públicas voltadas à proteção, autonomia e fortalecimento das mulheres. “O trabalho das assistentes sociais é fundamental nesse processo, pois são elas que realizam o primeiro contato com as vítimas, constroem vínculos de confiança e articulam os encaminhamentos necessários para os setores responsáveis pelo acompanhamento de cada caso”, pontua.
A atuação integrada entre assistência social, psicologia, setor jurídico e a rede de proteção municipal reforça o objetivo principal da Secretaria: garantir acolhimento humanizado, acesso a direitos e condições para que as mulheres rompam o ciclo da violência com segurança e dignidade.

Foto: Karla Ferreira



