Semdes e SMPM realizam Roda de Conversa para servidores em alusão ao Dia da Visibilidade Trans

Em alusão ao Dia Internacional da Visibilidade Trans, comemorado em 31 de março, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM), realizou nesta sexta-feira(27), uma Roda de Conversa sobre a “Saúde Mental de Mulheres Transexuais”, no Centro Integrado de Direitos Humanos. O público alvo foram os servidores que atuam com assistência social nas unidades de Cras e Creas.

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Roda de Conversa sobre “Saúde Mental de Mulheres Transexuais”

O coordenador de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos LGBT, José Mário, afirmou a proposta da iniciativa com o objetivo de qualificar e humanizar as políticas públicas: “Nós estamos no Março Mulher e hoje vamos fazer o recorte do trans feminino. Nas estatísticas, 42,8% das pessoas transgênero têm a saúde mental abalada. O suicídio é uma realidade nessa comunidade. Quando a gente atende esse público, o serviço deve estar preparado para acolhê-las. Esse momento é para que a gente possa pensar como identificar e cuidar dessas pessoas nesses espaços. Foi um momento maravilhoso, a gente trouxe Denise, que é uma referência, para entender como esses corpos podem ser melhor acolhidos”.

Denise Ventura é uma mulher trans e professora. Durante sua apresentação, ela relatou sua história e experiências pessoais: “Muitas pessoas se sentem perdidas, sem uma direção, como eu mesma me senti. Mas eu tive apoio, e eu fui criando a minha história, buscando leis. A gente veio para esse mundo para viver o melhor. Foi a educação que me salvou e eu tenho certeza que ao estudar, buscar conhecimento, se empoderar, é possível vencer”. Ela ainda destacou a importância desses espaços de formação para os servidores da assistência social: “Como profissionais, eles precisam se despir do preconceito e abraçar quem chegar, saber ouvir, porque os encaminhamentos virão. O acolhimento é o mais importante”.

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Centro Integrado de Direitos Humanos

Para a coordenadora de Autonomia e Políticas Transversais, Melry Amaral, a interseccionalidade é essencial para a gestão pública: “É necessário que haja essa transversalidade entre as secretarias e coordenações. Afinal de contas, o ser não é um ser de um único serviço. Então, quando nós trazemos essa conversa para pensar sobre o Dia Internacional da Visibilidade Trans, que é comemorado este mês, nós queremos dizer que essa mulher tem várias vertentes”, disse.

De acordo com a gerente do Centro de Convivência do Idoso, Janaína Mota, a Secretaria de Desenvolvimento Social tem vários temas voltados para a população trans. “A título de conhecimento, de informação, para empoderar as pessoas a assumirem exatamente o seu lugar e a defender, buscar seus direitos e os seus deveres”, finalizou.

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