
Servidores que atuam na Unidade de Pronto Atendimento da Prefeitura, localizada no bairro Queimadinha, estão enfrentando vários problemas, sob a gestão da InSaúde, empresa contratada para terceirização de mão de obra na unidade. As reclamações foram levadas a público, na sessão de hoje (16) da Câmara, pelo vereador Lulinha da Gente (União). Enfermeiros, auxiliares e técnicos de Enfermagem estariam recebendo remuneração menor que o previsto em teto salarial da classe, estipulado pelo Governo Federal, atrasos no pagamento, além de excesso na carga horária de trabalho. Também estaria ocorrendo demissões, conforme relatos que chegaram ao vereador.
“Eles alegam que procuraram a empresa para reclamar do aumento da carga horária e isso gerou, consequentemente, demissões de diversos profissionais”, protestou Lulinha. O parlamentar solicitou uma reunião com o Secretário de Saúde, Rodrigo Matos, para conversar acerca da situação. Está aguardando um retorno da pasta. Possivelmente, após a conversa, pretende convidar o secretário para comparecer à Câmara e prestar esclarecimentos à Comissão de Saúde, da qual é presidente – também integram o colegiado seus colegas Jorge Oliveira (PRD), vice-presidente, e os membros Luiz da Feira (PP), Zé Curuca (União Brasil) e Eli Ribeiro (Republicanos).
Lulinha da Gente afirmou ainda que vai visitar a UPA da Queimadinha para verificar, “in loco”, as queixas dos profissionais e averiguar a questão da regulação de pacientes na unidade. “Muitos estão sofrendo com a demora na regulação e familiares estão me procurando vereadores para reclamar”, assinalou.
Pedro Américo (Cidadania) disse que acha “muito difícil” a gestão municipal, através do secretário Rodrigo Matos, ter mandado demitir pessoas. Contudo, frisou que é de conhecimento de todos que a empresa gestora da UPA da Queimadinha é “cheia de pepino”, e que se trata da “mesma empresa que gerou a CPI da Saúde na legislatura passada”. Ocorre que a Prefeitura ainda não conseguiu rescindir o contrato com a InSaúde, explica o vereador.
Ele entende que a empresa “deve ser investigada e substituída o quanto antes”. Atento ao debate, o vereador Luiz da Feira (PP) disse que, diante das denúncias sobre o descumprimento do piso salarial, é necessário “uma averiguação do fato”.
Foto: Prefeitura de Feira de Santana
Fonte: Câmara de Feira de Santana




