Vendedores informais da Fraga Maia temem apreensão de produtos por agentes municipais

Trabalhadores que comercializam de forma autônoma bolos e salgados, na avenida Fraga Maia, estão preocupados com a possibilidade de terem seus produtos apreendidos pelos agentes de fiscalização da Prefeitura de Feira. A queixa foi relatada pelo vereador Galeguinho SPA (União), nesta terça-feira (24), durante discurso na Tribuna da Câmara. Segundo ele, os próprios comerciantes informais de lanches manifestaram preocupação ontem (23) ao saberem da possibilidade de serem retirados do local e terem suas mercadorias apreendidas.

“Não estou fazendo uma crítica, mas abrindo a mente da gestão e de seu secretariado sobre a existência de problemas maiores para cuidarem. São pais e mães de família que usam o espaço por algumas horas em busca do sustento”, afirmou Galeguinho, citando problemas com fiação solta e postes pegando fogo, pendentes de adoção de providência da gestão. No intuito de solucionar o problema dos vendedores de lanches, o vereador já fez contato com a secretária de Trabalho e Turismo, Márcia Cristina, que garantiu a realização de uma reunião com os comerciantes. “Eles utilizam espaços vazios que tem ali. Não se deve impedir que vendam seus produtos”, reforçou.

Para o professor Ivamberg (PT), também solidário com os vendedores da Fraga Maia, é preciso lembrar que o Município se originou de uma feira livre. O modo correto, em seu entendimento, é chamar as pessoas e ver uma forma que seja boa para ambas as partes (poder público e comerciantes). “Acho absurda a maneira como tratam os trabalhadores informais. Que a secretária veja como permitir que ganhem o pão de cada dia”, solicitou. Na opinião de Pedro Américo (Cidadania), há um conjunto de fatores que precisam ser ajustados visando garantir o desenvolvimento econômico do Município, que é uma questão bem ampla. “Inclusive, essa questão da Fraga Maia. Se o município entende que da forma que eles querem ficar não é possível, qual seria o caminho, então? Os debates são necessários para encontrar as soluções”, disse.

Fonte: Câmara de Feira de Santana

#FEIRA DE SANTANA

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