Virada Cultural de Verão movimenta MAC_Bahia e amplia acesso à arte para públicos diversos

A Virada Cultural de Verão do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_Bahia), realizada neste fim de semana, confirmou o êxito da proposta de ocupar os museus administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) como espaços de lazer, convivência e experimentação artística. Com mais de 30 horas ininterruptas de atividades, a programação atraiu um público diverso e reafirmou o papel dos museus como equipamentos culturais acessíveis e integrados ao cotidiano da população.

Logo na abertura, crianças ocuparam os salões da exposição A Olho Nu, de Vik Muniz, participando de uma visita mediada e, em seguida, de oficinas práticas com técnicas utilizadas pelo artista. A iniciativa dialoga com o objetivo da Virada Cultural de ampliar as possibilidades de experimentação das linguagens artísticas e estimular a formação de novos públicos, especialmente o infantil.

Morando há mais de cinco anos na Bahia, a jornalista paulista Ana Carolina Robazza destacou a importância da programação para a formação cultural das crianças. Frequentadora das oficinas do MAC_Bahia, ela acompanhava a filha Lígia Robazza, de 9 anos. “É muito rico, legal, incrível um museu oferecer essa programação para as crianças. Na minha época, museu era uma coisa quase inacessível. Quando ela estiver maior, vai lembrar de tudo que fazíamos juntas”, afirmou.

A farmacêutica carioca Cristina Delfin, que mora atualmente em João Pessoa (PB), também elogiou a experiência. Visitando o MAC pela segunda vez, ela acompanhava a filha Marina, de 8 anos, para participar da visita guiada. “Viemos ano passado para a exposição Doma Fulô e Outras Jóias Negras e agora voltamos para essa atividade com as crianças na exposição de Vik Muniz. É muito bom proporcionar esse tipo de lazer para elas”, disse. Marina aprovou: “Eu gosto muito”.

Destaques da programação
Um dos pontos altos da Virada no MAC_Bahia foi a visita mediada às escuras à exposição A Olho Nu. Devido à grande procura, o curador Daniel Rangel conduziu cinco sessões da atividade, proporcionando ao público uma experiência sensorial diferenciada.

“O sucesso da Virada no MAC demonstra como o museu pode ser um espaço de encontro, experimentação e pertencimento. Tivemos famílias, crianças, jovens e turistas vivenciando a arte de forma afetiva e participativa. Esse é o caminho que o Governo do Estado, através da Secult e do IPAC vem consolidando: museus abertos, plurais e conectados com a vida das pessoas”, avaliou o diretor-geral do IPAC, Marcelo Lemos Filho, que também participou da visita mediada.

A programação contou ainda com oficina de grafite, cinema-paredão com a exibição do documentário Lixo Extraordinário, aulas abertas de pagode, circo, monitorias de skate e xadrez, videomapping e apresentação do grupo Samba de Última Hora, que animou o público das seis da tarde às nove da noite. Durante a madrugada, DJs e sessões de cinema mantiveram o museu em atividade contínua.

Próxima edição
A Virada Cultural nos Museus integra o projeto Verão na Bahia – Um Estado de Alegria, do Governo do Estado, realizado pela Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) em parceria com suas unidades vinculadas. A programação segue no próximos fim de semana, nos dias 24 e 25 de janeiro, no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), em Cabaceiras do Paraguaçu.

#BAHIA

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