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Rede de saúde mental amplia grupos terapêuticos e fortalece acolhimento nos Caps

Os grupos terapêuticos têm se consolidado como uma das principais estratégias de cuidado na rede municipal de saúde mental, ampliando o acolhimento e fortalecendo o tratamento de pessoas em sofrimento psíquico. Voltadas para diferentes faixas etárias — de crianças a adultos —, as atividades desenvolvidas nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) promovem escuta qualificada, troca de experiências e suporte contínuo, contribuindo para a reabilitação e a melhoria da qualidade de vida dos usuários.

Atualmente, o município conta com cinco Caps em funcionamento, além de um novo equipamento em construção no bairro Jardim Acácia, que será destinado ao atendimento de pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas. A rede também dispõe de oito residências terapêuticas e um ambulatório de saúde mental.

Juntos, esses serviços acompanham cerca de 45 mil pessoas. Desse total, 47 usuários vivem em residências terapêuticas, espaços que incentivam a autonomia e a convivência comunitária, funcionando como alternativa ao modelo hospitalar.

O coordenador de Saúde Mental, Joadson Andrade, destaca a importância desses grupos como ferramenta essencial no cuidado contínuo. “Os grupos terapêuticos ampliam o acesso ao tratamento e fortalecem o vínculo dos usuários com a rede. Eles criam um ambiente de escuta e acolhimento que contribui diretamente para a estabilidade emocional e para a construção de novos caminhos de vida”, afirma.

Grupos Terapêuticos

No Caps Oscar Marques, por exemplo, onde são acolhidas pessoas acima de 18 anos com transtornos mentais severos e persistentes, são realizados semanalmente entre 200 e 300 atendimentos, incluindo participação em grupos, consultas médicas e acompanhamento psicossocial.

De acordo com o coordenador da unidade, Jefferson Xavier, os grupos terapêuticos funcionam como uma importante rede de apoio no processo de cuidado.

“Eles atuam como um espaço onde o paciente tem voz para expressar o que está sentindo. A proposta do Caps é ir além do modelo ambulatorial, fortalecendo vínculos, promovendo o autocuidado e a autonomia dos usuários”, afirma.

Segundo ele, os grupos também contribuem para a ressignificação do sofrimento psíquico e para a reinserção social. “Esses espaços fortalecem vínculos familiares, estimulam a convivência social e até iniciativas de geração de renda, permitindo que o indivíduo se reconheça como sujeito ativo na sociedade”, destaca.

Já no Caps AD, que presta assistência a pessoas que fazem uso abusivo de álcool e outras drogas, os grupos também têm papel fundamental no processo de cuidado, com destaque para as atividades voltadas ao combate ao tabagismo e à redução de danos.

De acordo com a coordenadora do Caps AD, Mariana Rios, as práticas coletivas desempenham um papel essencial no processo terapêutico. “Os grupos e oficinas são fundamentais porque funcionam como espaços de acolhimento, escuta e troca de experiências. Eles contribuem diretamente para a reabilitação psicossocial e para o resgate da cidadania dos usuários, além de possibilitar a construção de novos projetos de vida”, destaca.

Entre as atividades ofertadas pela unidade estão ainda  oficinas de artes, grupos de pilates, grupos de família, jogos digitais, além de grupos voltados para comorbidades.

Ainda segundo a coordenadora, a maior demanda atualmente é pelos grupos de álcool e de tabagismo, reflexo do alto número de pessoas que buscam tratamento devido ao uso dessas substâncias. No entanto, ela ressalta que outras atividades também têm apresentado crescente procura. “Observamos uma adesão significativa ao grupo de família e grupos de pilates, que também são importantes no fortalecimento do cuidado integral”, afirma Mariana Rios.

Foto: Divulgação – SMS

Fonte: Prefeitura de Feira de Santana

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