
Em pleno funcionamento desde 2016, no Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho (CEEP), o projeto de leitura da instituição, “Vozes do Futuro”, tem buscado incentivar o protagonismo juvenil de estudantes da rede pública, especialmente de escolas de Feira de Santana e região. A afirmação é de Caroline Vilarinho, representante da EPTEC (Educação Profissional e Tecnológica da Bahia), que, nesta terça-feira (14), durante uso da Tribuna Livre da Câmara, falou sobre a iniciativa, que completa dez anos de existência. Ela convidou os vereadores e a população feirense a participarem do evento, cuja edição deste ano contará com solenidade de abertura no dia 26 de maio e seguirá com atividades nos dias 27 e 28, no CEEP.
Conforme ressaltou Caroline, o projeto foca em autores jovens, negros e periféricos, matriculados no ensino público. Um dos seus principais objetivos é “unir professores e estudantes, ensinando na prática e mostrando que todos podem ser transformados pela literatura”. Contemplado pelo edital do Programa Bahia Literária, da Fundação Pedro Calmon, o Concurso Literário Adriana Bastos busca incentivar a leitura e a escrita em toda a rede, prestando homenagem à docente responsável pela organização. “Será um momento de comunhão e de alegria. Convidamos a todos”, disse a representante.
Apesar de ter nascido como escola profissional, o CEEP buscou promover a literatura como forma de fortalecer a formação integral dos estudantes, incluindo outros componentes curriculares, afirmou Iraci Vitória Moreira (Irá Vitória), coordenadora do centro. Representando o gestor da instituição, Jhoyne Rios, ela também se pronunciou na Tribuna Livre. “E hoje temos essa parceria de sucesso com o Literacria e o Vozes do Futuro”, destacou, mencionando outra iniciativa do Áureo Filho, que possui 1.348 estudantes matriculados nos três turnos de funcionamento. Já a professora Adriana Bastos expressou, na tribuna, sua satisfação em ver os resultados positivos sendo colhidos.
Ela celebrou o fato de que, além de fomentar a leitura e desenvolver habilidades, os projetos têm fortalecido a autoestima dos jovens estudantes. “Conhecendo a história de muitos estudantes, pensamos em desenvolver algo que desse autonomia a eles. A cada temática diferente, trabalhada anualmente, percebemos as transformações — e são muitas as histórias”, afirmou a docente, destacando a importância do trabalho desenvolvido junto aos colegas da área de Linguagens.
“Fomos importantes na história de vida de muitos jovens. Com o envolvimento no projeto, eles cresceram e hoje desenvolvem outras iniciativas na sociedade”, disse Adriana Bastos. A expectativa dos organizadores, segundo a professora, é de que, com o apoio do Governo da Bahia neste ano, a abrangência seja ainda maior.
Fonte: Câmara de Feira de Santana






