Arraiá da Feira

Ao invés de prédio do INSS, município deveria usar o Hotel Caroá, opina Jorge Oliveira

A Prefeitura Municipal continua aguardando resposta à solicitação de uso do prédio situado na rua Sales Barbosa, no centro de Feira de Santana, pertencente ao INSS, que foi ocupado por mais de 100 famílias nesta semana. No entanto, seria uma decisão mais adequada por parte do Município, na opinião do vereador Jorge Oliveira (PRD), pensar em utilizar outro terreno, vizinho ao prédio da própria Prefeitura, de proprietários da Farmácia do Caroá. Ele tratou do assunto durante discurso hoje (5), na Tribuna da Câmara, ressaltando que a falta de espaço para estacionamento de veículos é um dos fatores que torna inadequada a utilização do prédio do INSS.

“A nossa sugestão é que use esta área grande que fica ao lado do Paço Municipal. Tem um prédio que não sabemos se está sendo utilizado completamente. Mas poderia se pensar na possibilidade de desapropriar para fazer um Centro Administrativo interligado com a Prefeitura”, disse Jorge Oliveira. A questão, inicialmente, foi abordada pelo vereador Galeguinho SPA (União), que ao criticar a ocupação do imóvel do INSS, lembrou que a gestão do prefeito José Ronaldo pretendia usar as instalações para serviços de órgãos municipais. “Não consigo entender como as pessoas acham que é propriedade delas. A atitude está totalmente equivocada. Lá tem documentos e já foi feito todo o trâmite para passar para a Prefeitura”, afirmou Galeguinho.

Apoiando a sugestão do colega, Pastor Valdemir (PP) disse que apesar do crescimento acentuado que registra, Feira não tem evoluído na mesma proporção. Pensar em levar uma secretaria para o prédio do antigo INSS, onde tem ruas estreitas e ponto de ônibus nas proximidades, é retroceder no tempo, em sua avaliação. “Tem que se pensar em lugar acessível. Pode ser usado para outras questões, mas não para agregar secretarias. É melhor desapropriar a área próxima à Prefeitura”, defendeu.

Reivindicação por moradias, segundo informou o vereador Silvio Dias (PT), seria o motivo alegado pelas pessoas que estão no prédio do INSS. Ele citou que há uma grande quantidade de unidades do Minha Casa Minha Vida (MCMV), fechadas nos bairros Alto do Rosário, Aeroporto e Tomba, por exemplo. O parlamentar acredita que a situação se deu por problemas na distribuição. “Muitas dessas habitações foram distribuídas de forma política e entregues a pessoas que não tinham necessidade. Hoje, essas casas estão lá abandonadas, fechadas”, disse, ressaltando que o movimento cobra solução para falta de moradias em Feira.

Sobre falta de residências disponíveis pelo MCMV, o líder da Bancada do Governo, José Carneiro (União), ressaltou que Feira é um dos municípios brasileiros com maior número de imóveis construídos — quase 2 mil casas pelo programa. Mas reconheceu que muitos deles estão desabitados. Inclusive, lembrou o governista, houve tentativas de solucionar o problema junto ao Governo Federal e à Caixa Econômica, desde a gestão do ex-secretário de Habitação, Ildes Ferreira. A intenção era de fazer ações de reintegração de posse ou repassar os imóveis para pessoas cadastradas no sistema de habitação.

“Mas não se conseguiu por falta de seriedade e compromisso dos governantes”, reclamou José Carneiro. Já Edvaldo Lima (União) e Ismael Bastos (PL) também criticaram a ação das pessoas que estão no prédio do INSS. Edvaldo Lima considera que a ação é para prejudicar o Município, enquanto Ismael repudiou o ato que classificou como “crime” e que pode estar sendo perpetrado por pessoas que nem moram em Feira.

 

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Fonte: Câmara de Feira de Santana

#FEIRA DE SANTANA

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