
Cores, mensagens e consciência ambiental tomaram conta do Colégio Estadual Professor Rômulo Almeida, no bairro do Imbuí, na manhã desta quarta-feira (29), durante o desfile interdisciplinar intitulado “A natureza em cena – mulheres que defendem a terra”. A iniciativa reuniu estudantes da 1ª série do Ensino Médio, integrando conhecimento científico, expressão artística e reflexão social. A atividade destacou o protagonismo juvenil diante dos desafios ambientais contemporâneos e mobilizou a comunidade escolar em torno de temas urgentes.
A valorização do papel feminino na defesa do meio ambiente foi um dos eixos centrais do desfile, que contou com figurinos criativos e performances cênicas. Referências a mulheres indígenas, cientistas e lideranças sociais reforçaram a importância da atuação feminina na proteção dos territórios e na luta por justiça socioambiental. “A mulher representa um diferencial, com sensibilidade e consciência que precisam ser valorizadas”, destacou o professor de Artes, João Alberto, um dos idealizadores do evento.
“Queremos que os participantes compreendam a importância de um ambiente saudável, com atitudes simples, como descartar o lixo corretamente, e ampliem essa percepção”, complementou a professora de Química, Magna Batista, que também colaborou com a organização do evento.
A proposta pedagógica também articulou pesquisa, teoria e prática. Cada turma pesquisou temas como poluição do ar e oceanos, negacionismo científico e globalização, entre outros, os associando a uma representante feminina, como a pesquisadora brasileira com atuação na área de mudanças climáticas, Thelma Krug; as irmãs Verdes Marias, idealizadoras de um movimento de sustentabilidade nas redes sociais; a biomédica Jaqueline Góes de Jesus, reconhecida por liderar o sequenciamento do genoma do SARS-CoV-2; e a professora de História da unidade escolar, Jacira Araújo Silva.
Para a professora de Artes, Vânia Souza, o desfile reforçou o caráter formativo da ação. “Ele representa ideias e reflexões construídas coletivamente, mostrando que aquilo que seria descartado pode ganhar novos significados”, revelou, se referindo aos modelos confeccionados pelos próprios estudantes com materiais recicláveis. Entre os destaques, o debate sobre racismo ambiental ampliou o olhar crítico dos estudantes. “Este é um dos racismos mais perversos, pois atinge toda a estrutura da vida, especialmente nas comunidades periféricas”, afirmou a já citada professora Jacira, homenageada pelos alunos.
A estudante Bruna Ferreira, da 1ª série, também ressaltou a relevância da experiência. “É uma oportunidade de participar de um projeto grandioso, que nos faz refletir sobre os desastres ambientais e a importância da reutilização de materiais”. A iniciativa também impactou estudantes de outras séries, como Dionísio Cruz, que está concluindo o Ensino Médio, este ano. “É importante ver os colegas engajados em causas que vão além da sala de aula. Precisamos manter esta consciência e incentivar atitudes que preservem o ambiente e o espaço escolar”, avaliou.
A ação, conforme seus idealizadores, evidencia o compromisso da unidade com uma educação transformadora, capaz de dialogar com a realidade e inspirar mudanças, fortalecendo práticas pedagógicas inovadoras e ampliando o engajamento estudantil nos dois turnos.




