A Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinhas (SESAU) divulgou nesta sexta-feira (15) o boletim epidemiológico das arboviroses no município, com dados que cobrem as primeiras 18 semanas de 2026, entre 1º de janeiro e 14 de maio. No período, foram registradas 1.527 notificações suspeitas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, com 82 casos confirmados de dengue, 303 de chikungunya e seis de zika. Outros 788 casos seguem em investigação e 354 foram descartados.
Os bairros com maior concentração de casos são o Jardim Petrolar, responsável por 20,58% das notificações de dengue e 23,28% das de chikungunya, seguido pelo Centro, com 18,68% e 13,77%, respectivamente, e o Teresópolis, com participações menores nas duas doenças.
No campo das ações de controle, a Vigilância Epidemiológica informou que mais de 1.700 quarteirões já foram visitados por agentes de combate às endemias para eliminação de criadouros. Foram realizadas ainda mais de 30 operações de bloqueio com equipamento costal, capacitações para profissionais de saúde da rede municipal e atividades educativas em escolas e unidades de atendimento. Em parceria com o Governo do Estado, o município iniciou operações de fumacê pesado que devem atingir 46 mil imóveis na primeira etapa.
A prefeitura também anunciou medidas coercitivas contra proprietários de imóveis abandonados que se tornem focos do mosquito. Os donos terão cinco dias para regularizar a situação após notificação. Caso não cumpram o prazo, o município realizará a limpeza e cobrará os custos dos serviços, além de multa de até R$ 1.040.
O Índice de Infestação Predial médio do município está em 1,78%, nível de alerta, com o Parque da Jaqueira apresentando o índice mais crítico: 8,82%. A SESAU recomenda que moradores dediquem ao menos dez minutos semanais à vistoria de quintais e à eliminação de água parada, e que busquem atendimento na rede de saúde ao primeiro sinal de febre alta, dores articulares ou dor retro-orbital.




