Colônia de abelhas em árvore na entrada do Bem Querer será retirada por equipes da Prefeitura

 

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A partir das 18h deste sábado, a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio das secretarias municipais de Serviços Públicos (Sesep), Segurança Pública e Defesa Social (SMSP) e Educação (Smed), além do Simtrans, fará o resgate de uma colônia de abelhas com ferrão (Apis mellifera) que se encontra alojada em uma árvore morta em uma praça na entrada do Bem Querer.

O local foi isolado, e o resgate será acompanhado por agentes do Simtrans, do Grupo de Apoio ao Meio Ambiente (Gama) e da Guarda Civil Municipal (GCM). A intervenção representa uma ação de grande relevância ambiental, social e educativa, reforçando o compromisso do poder público com a preservação da biodiversidade e a segurança da população.

Além do isolamento da área, evitando que as pessoas cheguem perto do local, o Simtrans e o Gama vão orientar os moradores das casas e prédios próximos a fecharem suas janelas, para evitar qualquer incidente.

Na manhã desta sábado, durante uma ação de equipes da Sesep para a remoção de um pé de eucalipto morto na praça em frente à entrada do bairro, foi identificado um enxame de abelhas na parte baixa do tronco. A Sesep acionou a bióloga, doutora em Ciências Agrárias e especialista em abelhas, Generosa Ribeiro, que foi ao local avaliar a situação e orientar sobre os procedimentos corretos a serem seguidos.

Secretário de Serviços Públicos, Luís Paulo Sousa detalha a situação: “A nossa equipe de poda ia fazer uma extração hoje de uma árvore morta no Bem Querer, e identificou que tinha um enxame de abelhas na parte de baixo do tronco. Acionamos a especialista Dra. Generosa, que fez a avaliação no local e explicou que seria melhor fazer o resgate da colmeia no início da noite. Foi pedido que nós fizéssemos o isolamento através do Simtrans, e faremos a remoção da árvore morta na segunda-feira, após a operação de resgate do enxame”, disse.

A professora Dra. Generosa Ribeiro explica que a operação de resgate será conduzida com base em metodologias técnicas especializadas, priorizando tanto a integridade da colônia quanto a segurança dos moradores da região. Além do aspecto ambiental, a iniciativa também possui caráter educativo, ao conscientizar a população sobre a importância das abelhas e a necessidade de coexistência harmoniosa com a fauna urbana.

“As abelhas estão sempre fazendo migrações, principalmente após períodos chuvosos, para ocupar um local seguro. Isso sempre acontece em centros urbanos porque o local que antigamente era mata foi ocupado pela cidade, e a cidade interrompe o ciclo de passagem dessas abelhas. Durante o dia, se fizermos o trabalho, as abelhas poderão ficar agitadas e acontecer uma revoada ali na praça, e até atingir algumas casas. À noite é mais seguro, porque todas as abelhas estão dentro da colônia. Então, nós temos o controle e fazemos a remoção. Vamos usar a fumaça para acalmar ainda mais as abelhas e vamos fazer a remoção de quadro por quadro, localizar a rainha, botar numa caixa e aí, a partir da rainha, é que as outras abelhas também vão entrar na caixa”, explicou.

Profissionais capacitados utilizarão equipamentos adequados e procedimentos específicos para a remoção segura das abelhas, que posteriormente serão realocadas em um ambiente apropriado, onde poderão continuar desempenhando sua função ecológica.

Após a retirada da colônia, a árvore morta, que atualmente abriga o enxame e apresenta riscos estruturais, será podada pela Secretaria de Serviços Públicos. Essa ação visa prevenir acidentes, garantindo a segurança dos frequentadores da praça, sem comprometer a preservação das abelhas.

As abelhas desempenham um papel essencial na manutenção dos ecossistemas, sendo responsáveis por uma parcela significativa da polinização de culturas agrícolas e plantas nativas. Esse processo é fundamental para a produção de alimentos, formação de frutos e sementes, além da regeneração de áreas naturais. Por isso, o resgate de colônias, em vez de seu extermínio, é uma prática indispensável para garantir o equilíbrio ambiental e a continuidade desses serviços ecológicos.

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