
Na tarde desta quinta-feira (07), a secretária municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Jaciara Costa, acompanhada do diretor de Educação Ambiental, João Dias, esteve no distrito de Jaguara para apresentar à população os resultados das análises laboratoriais realizadas após a mortandade de peixes registrada na barragem da localidade no início do mês de abril.
Durante a visita técnica, a equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMMAM) reforçou o compromisso da Prefeitura de Feira de Santana com a transparência das informações e com o acompanhamento rigoroso da situação ambiental da barragem.
As amostras da água foram encaminhadas para análise em dois importantes laboratórios da cidade, entre eles um vinculado à Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Os estudos realizados avaliaram parâmetros físicos, químicos e a presença de substâncias potencialmente tóxicas na água.
De acordo com a secretária Jaciara Costa, os resultados não identificaram a presença de agrotóxicos ou outras substâncias tóxicas em níveis detectáveis.
“Fiz questão de vir dar um retorno para a população sobre a mortandade de peixes registrada na barragem. Convidamos dois laboratórios importantes de Feira de Santana, incluindo um da UEFS, para realizar as análises da água. Os resultados apontam que, mesmo após a avaliação dos parâmetros físicos, químicos e de substâncias potencialmente tóxicas, não foi identificada a presença de agrotóxicos ou outras substâncias tóxicas em níveis detectáveis”, destacou a secretária.
O diretor de Educação Ambiental da SEMMAM, João Dias, explicou que apenas duas espécies de peixes foram afetadas e ressaltou que fatores ambientais podem ter contribuído para o ocorrido.
“A Secretaria de Meio Ambiente adotou todas as providências necessárias para investigar o que provocou a morte dos peixes. Foram identificadas mortes de apenas duas espécies nativas: o corró, conhecido como acará, e o piau-três-pintas. Por serem espécies nativas, elas podem ser mais sensíveis a alterações ambientais. As análises não permitiram confirmar a causa exata porque, no período da ocorrência, o rio estava em movimento, caracterizando um ambiente lótico. Atualmente, com a água parada, o ambiente é considerado lêntico. Essa mudança pode ter dificultado a identificação precisa do agente causador durante as análises laboratoriais”, explicou.
A SEMMAM segue acompanhando a situação da barragem e reforça que continuará realizando o monitoramento ambiental da área, adotando todas as medidas necessárias para garantir a preservação dos recursos naturais e a segurança da população local.



