Salvador mostra plano de adaptação climática e turismo sustentável no Salão Nacional do Turismo

Foto e texto: Ascom Secis

A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), participou do painel “Plano de Adaptação Climática e o Case de Salvador”, realizado durante o Salão Nacional do Turismo 2026, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

Representante do município na ocasião, o subsecretário de Sustentabilidade e Resiliência, Walter Pinto Júnior, abordou o tema “A Salvador ancestral e do futuro: desafios do turismo sustentável”, em um debate sobre os impactos das mudanças climáticas sobre a economia e os ativos turísticos da capital baiana.

Segundo dados apresentados no painel, Salvador pode acumular perdas econômicas estimadas em R$ 1,4 trilhão até 2100 caso medidas de adaptação não sejam implementadas, especialmente no setor turístico.

Entre os principais desafios apontados, estão o aumento das temperaturas extremas, com projeção de até 294 dias por ano acima de 30°C até o fim do século e a elevação do nível do mar, com possível perda de faixa de areia e danos a monumentos costeiros, além da vulnerabilidade dos segmentos histórico-cultural e religioso do turismo.

“Salvador não é apenas um destino histórico; é um ecossistema vivo que enfrenta desafios globais. Não existe futuro para o turismo se não houver resiliência climática”, afirmou o subsecretário. Ele ressaltou ainda que Salvador tem se consolidado como referência internacional em políticas urbanas resilientes, por meio de cooperações com redes globais como C40 Cities, ICLEI e Rede de Cidades Resilientes.

“Hoje, Salvador é um laboratório global de soluções climáticas para cidades costeiras do Sul Global. Estamos trocando experiências, importando e exportando tecnologias sociais para enfrentar os desafios climáticos com inovação e justiça social”, pontuou Walter.

Também foram apresentadas as metas e estratégias do Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas (PMAMC), considerado um “manual de sobrevivência econômica” da cidade. Entre os objetivos do documento, está a promoção do turismo sustentável e regenerativo até 2032, com ações voltadas à geração de empregos, valorização da cultura local e redução das emissões de gases de efeito estufa em grandes eventos.

A apresentação trouxe iniciativas já desenvolvidas pela Prefeitura de Salvador, como o Plano Afro, QualiSalvador, Capacita Salvador, o Viveiro de Restinga e a requalificação de trechos da orla, além de projetos ligados à eletromobilidade, ao Carnaval Sustentável, ao programa Mané Dendê e à publicação “50 Boas Ideias para um Turismo + Resiliente”.

Outro ponto enfatizado foi a relação entre ancestralidade, preservação ambiental e turismo regenerativo. “O turismo regenerativo em Salvador passa pela nossa ancestralidade. Quando protegemos os terreiros e as comunidades quilombolas, estamos preservando patrimônios culturais e também microclimas essenciais para a cidade”, afirmou Walter.

O subsecretário também reforçou a meta de neutralidade de carbono até 2049, ano em que Salvador completará 500 anos. “Nossa meta é clara: fazer de Salvador uma cidade carbono neutro até 2049. O turismo sustentável e regenerativo é uma das locomotivas capazes de acelerar essa transformação”, concluiu.

O Salão Nacional do Turismo reúne gestores públicos, pesquisadores, profissionais do setor, estudantes e representantes da sociedade civil de todo o país, com foco na valorização do turismo doméstico e no fortalecimento de políticas públicas sustentáveis para o desenvolvimento nacional.

Fonte: Prefeitura de Salvador

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