Primeiro-ministro da Hungria toma posse com promessa de mudanças

Foto: © REUTERS/Bernadett Szabo/Proibida reprodução

O líder de centro-direita Peter Magyar foi empossado como primeiro-ministro da Hungria neste sábado (9), impulsionado para o cargo com promessas de mudança após anos de estagnação econômica e laços tensos com os principais aliados de seu antecessor Viktor Orbán.

Magyar derrotou o nacionalista Orbán após 16 anos no poder em uma vitória esmagadora nas eleições de 12 de abril, dando ao seu partido Tisza uma maioria constitucional que lhe permitirá reverter as reformas que, segundo os críticos, enfraqueceram a democracia.

Tanto os investidores estrangeiros quanto os húngaros receberam bem a vitória de Magyar, com o forint (moeda húngara) atingindo o nível mais alto em quatro anos em relação ao euro, os rendimentos dos títulos caindo e as pesquisas pós-eleitorais mostrando mais eleitores apoiando o Tisza.

Mas qualquer lua de mel para o líder de 45 anos pode durar pouco, com o relógio correndo para garantir bilhões de euros em financiamentos suspensos da União Europeia, necessários para impulsionar a economia e sustentar as pressionadas finanças públicas.

“O povo húngaro nos deu um mandato para pôr fim a décadas de deriva”, disse Magyar.

“Ele nos deu um mandato para abrir um novo capítulo na história da Hungria. Não apenas para mudar o governo, mas também para mudar o sistema. Para começar de novo.”

Magyar herda uma economia que acabou de sair da estagnação no primeiro trimestre e agora enfrenta novos ventos contrários devido ao aumento dos custos de energia ligados ao conflito no Oriente Médio, o que pode pesar muito sobre a economia dependente de importações da Europa.

Dados divulgados na sexta-feira (8) mostraram que o déficit orçamentário da Hungria atingiu 71% da meta para o ano inteiro em abril, impulsionado pelos gastos pré-eleitorais de Orbán. 

Ele se comprometeu a reafirmar a orientação ocidental da Hungria. O membro da Otan foi visto como se aproximando do Kremlin durante o governo de Orbán, que se opôs aos esforços da UE para apoiar a Ucrânia contra a invasão da Rússia.

Magyar também disse que suspenderia as transmissões de notícias da mídia pública após assumir o poder, acusando a mídia estatal e os veículos de mídia pró-Orbán de ajudar o ex-líder a manter seu domínio, ao mesmo tempo em que dava pouco tempo de transmissão aos críticos.

Magyar, que prometeu uma ampla campanha anticorrupção, pretende intermediar um acordo com os líderes da UE para liberar o financiamento suspenso da UE até 25 de maio.

 

Fonte: Agência Brasil

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