
A Secretaria de Educação (Seduc) evidenciou, no último dia 05 de maio, a trajetória da professora Tamires Brandão dos Santos, doutora em Educação Especial e docente da Escola Municipal Doutor Antônio de Freitas Borja, com o lançamento em primeira mão da tese “Currículo e inclusão escolar: uma análise do Atendimento Educacional Especializado (AEE) em uma escola do campo no município de Feira de Santana”, em formato de livro.
Durante o encontro, Tamires Brandão relembrou o início de sua atuação na instituição. Desde 2020, aos 23 anos, consolidou-se na alfabetização e na educação infantil, com um olhar acolhedor e responsável voltado às crianças que mais demandavam atenção, em meio a inseguranças e descobertas. O reconhecimento desse trabalho resultou no convite para assumir a sala de recursos do centro educacional, mas, segundo Tamires, foi com os alunos que encontrou sua principal fonte de aprendizado, base para o desenvolvimento do mestrado, do doutorado e da sua obra literária.
“Em nossa escola, neste ano, estou atendendo cerca de 26 a 27 estudantes diagnosticados com autismo, deficiência intelectual, TDAH, dislexia e outros transtornos. Porém, entendemos que existem estudantes que não fazem parte do público da educação especial, mas que também são alunos da inclusão. Por isso, me atento a trabalhar com todos de forma igualitária, incluindo-os no meu horário de atendimento ou oferecendo suporte em sala de aula, auxiliando na adaptação de atividades e provas, além de orientar os professores no contexto da sala regular”, afirmou a professora.
Na obra, a autora apresenta o percurso da inclusão escolar no Brasil, analisando seu contexto histórico e a inserção de estudantes na sociedade. Em seguida, aborda os documentos que norteiam o Atendimento Educacional Especializado (AEE) em Feira de Santana, as especificidades, necessidades e estereótipos das escolas do campo, e finaliza com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a partir de sua vivência e especialização.
O livro está disponível apenas em versão digital (e-book), pela editora Nomos Publishing, com previsão de adaptação para formato físico, ainda sem data definida.
Além disso, a doutora Tamires Brandão destacou o êxito do projeto “Abril Azul”, um mês dedicado à sensibilização sobre o autismo, envolvendo turmas do Grupo 3 ao 5º ano, no qual cada professor recebeu direcionamento para trabalhar uma temática adequada à faixa etária de sua turma, com o objetivo de promover a conscientização entre os estudantes e alcançar além dos muros da instituição.
O envolvimento e os resultados do projeto foram percebidos ao longo das semanas, a partir das respostas dos próprios alunos, o que atendeu às expectativas da educadora Tamires: “Eu acredito que nossa escola é verdadeiramente inclusiva, porque percebemos essa empatia. Não vemos preconceito por parte dos alunos. Foi um projeto lindo, cheio de atividades participativas, com um cronograma que envolveu até mesmo a mobilização dos pais em casa e dos professores”, finalizou ela.





