Roda de conversa reúne servidoras da Semob e Transalvador no enfrentamento à violência contra a mulher

Texto: Marco Pitangueira / Secom PMS
Fotos: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Servidoras da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) participaram, nesta quinta-feira (16), da roda de conversa “Você não está sozinha”, uma iniciativa conjunta entre a Semob e a Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).

O encontro, realizado no auditório da Semob, no Caminho das Árvores, teve como objetivo fortalecer a rede de apoio a mulheres vítimas de violência e capacitar servidoras municipais como multiplicadoras de informações sobre os canais de denúncia e acolhimento em Salvador.

A ação integra um calendário de atividades que a Semob desenvolve em parceria com a SPMJ, incluindo projetos como o “Mulheres no Volante”, programa da Prefeitura que visa promover a equidade de gênero no setor de transporte, incentivando a inclusão de mulheres tanto na condução de ônibus do BRT quanto em outras áreas operacionais e administrativas do sistema de transporte urbano.

A coordenadora de Sistemas Inteligentes da Semob, Taline Costa, afirmou que o foco da roda de conversa foi criar um ambiente seguro dentro da administração pública.“Já promovemos algumas palestras aqui, em parceria com a SPMJ, justamente com esse foco de conscientização. Hoje, especificamente, realizamos uma roda de conversa com as mulheres com o objetivo de promover um espaço de diálogo e de entendimento sobre o tema da violência contra a mulher, além de manter um canal aberto para que essas servidoras possam procurar tanto a Secretaria quanto os pontos focais existentes em cada órgão da Prefeitura vinculados a essa pauta em casos de violência”, disse.

A equipe técnica do Centro de Referência de Atendimento à Mulher Loreta Valadares (CRAM) mediou a conversa. A supervisora da unidade, Yasmin Mendes, enfatizou que o diálogo em ambientes de trabalho é fundamental, pois muitas mulheres não conseguem identificar que estão inseridas em um ciclo de violência doméstica. A temática também é debatida em outros espaços.

“Também atuamos em outras secretarias, visitamos instituições e desenvolvemos atividades internas. Com frequência, promovemos essas ações externas. Sempre que estamos nesses espaços, buscamos oferecer um ambiente de acolhimento e escuta. Levamos informações, mas também estamos abertas para ouvir as vivências de cada mulher”, afirmou.

Experiências – A psicóloga Jéssica Santos abordou as diferentes formas de violência, como física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. Segundo ela, durante as rodas de conversa é comum que as mulheres passem a reconhecer situações de violência e compartilhem suas experiências. “Muitas relatam que já passaram ou estão passando por situações de violência, mas não conseguem identificar que aquilo é, de fato, uma violência. Por isso, apresentamos materiais explicando os cinco tipos de violência e informamos sobre os espaços onde elas podem buscar apoio psicológico, orientação jurídica e suporte social. Isso inclui a Casa da Mulher Brasileira, além de outros centros de referência que funcionam na Ribeira e em Cajazeiras, que oferecem esse mesmo tipo de acolhimento”, explicou.

A agente de trânsito Magnólia Soares, de 62 anos, foi uma das servidoras que participou da roda de conversa. No passado, ela viveu, com o pai de suas duas filhas, situações que hoje reconhece como violência física, verbal e controle disfarçado de ciúme. “Já passei por muita coisa. Hoje, não. Hoje eu não aceito nem um olhar de desprezo, nem um olhar de crítica. Naquela época, eu aceitava não só a violência física, mas também a verbal, que machuca muito. Foram muitas situações, até o dia em que tomei uma atitude e disse: ‘eu não mereço isso’. Naquela época, também não havia esse debate aberto que temos hoje, nem tanta orientação. Eu nunca pensei em denunciar, achava que era besteira, mas não é: é algo muito sério”, frisou.

As denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas por meio do número 180. O município de Salvador também realiza capacitações e rodas de conversa sobre violência contra a mulher e violência de gênero em espaços públicos e privados da cidade, além de oferecer cursos de capacitação profissional para mulheres. Mais informações podem ser obtidas pelos números (71) 3202-7311/7312 ou no site www.spmj.salvador.ba.gov.br

Fonte: Prefeitura de Salvador

#SALVADOR

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima