A Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SMDR), realizou neste sábado (7) o III Dia de Campo do Umbu Gigante. O evento, que reuniu mais de 200 pessoas na Fazenda Experimental da Pedra Mole, no distrito de Bate Pé, consolidou o município como o principal polo de pesquisa e distribuição de mudas da espécie no País.
A Fazenda Pedra Mole, localizada no povoado de Ribeirão, abriga hoje o maior banco de germoplasma de umbu gigante do Brasil, contando com cerca de 800 plantas e 25 variedades genéticas distintas. Com um viveiro capaz de produzir até 5 mil mudas por ano, a unidade funciona como um centro tecnológico para a convivência com o semiárido.
Renda e Autonomia para o Campo
Durante o evento que contou com a participação de produtores rurais de Vitória da Conquista e região, estudantes, pesquisadores e de autoridades como a prefeita Sheila Lemos, dos vereadores pastor Adnilson, Nelson de Vivi, Paulinho Oliveira, Subtenente Muniz, Bibia e Andrerson, do representante da Secretaria de Agricultura da Bahia, Francisco Pinheiro e do coordenador da subprefeitura de Bate Pé, Augusto Filho.
A prefeita Sheila Lemos enfatizou o papel social do projeto. “Estamos na maior fazenda experimental de umbu gigante do país. Aqui, transformamos pesquisa em autonomia para o produtor rural. Ao doarmos mudas que custariam R$ 25,00 no mercado, estamos entregando uma ferramenta direta de geração de renda para as famílias da nossa Caatinga”, destacou a Sheila.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Breno Farias, reforçou a meta ambiciosa da pasta: “Nossa genética é fruto de parcerias com instituições como a Embrapa. Queremos tornar Vitória da Conquista a maior e mais importante produtora de umbu gigante do Brasil, aproveitando que mais da metade do nosso território está inserido no semiárido”.
Ciência Aplicada e Mercado
Para incentivar e discutir práticas de cultivo e pós cultivo, a produção de mudas, e, principalmente, a importância econômica e ecológica do Umbu, o Dia de Campo contou com a palestra técnica do agrônomo e professor Dr. da UFBA, Orlando Caires, que abordou a importância da adubação e da palestra sobre a experiência no processamento e comercialização de produtos do umbu, com as representantes da COOPROAF – Manoel Vitorino – Bahia, Leia dos Santos Couto e Crislane de Souza Silva.
Segundo o professor Dr. Orlando Caires, a visão de que o umbuzeiro não precisa de tratos por ser uma planta resistente é equivocada. “A prova científica mostra que quanto mais você cuida e aduba, melhor a planta responde, entregando frutos maiores e mais valorizados”, explicou.
- Orlando Caires
- Vagner Lopes
O potencial econômico foi confirmado por produtores veteranos, como Vagner Lopes, que iniciou o plantio em 2015. Segundo ele, não há cultura mais rentável para a agricultura familiar da região no momento. No varejo, o quilo do umbu gigante pode atingir marcas de até R$ 25,00, dependendo do mercado consumidor.
Além das palestras, os produtores participantes receberam mudas de umbu gigante. Um dos produtores presentes, Nelito Araújo, morador do assentamento Cedro, que participa do seu segundo Dia de Campo aprovou a o evento e quer investir no plantio de umbu gigante. “No primeiro ano que vim ganhei três mudas, que plantei e estou cuidando, agora eu pretendo ampliar minha plantação, uma herança que quero deixar para meus filhos e netos”, contou Nelito.
Sobre a Fazenda Pedra Mole
A unidade é um centro de experimentação mantido pela Prefeitura de Vitória da Conquista que recebe apoio de universidades (UESB e UFBA) e órgãos de pesquisa. Além da preservação genética, o espaço serve como ponto de difusão de conhecimento, onde produtores aprendem técnicas de enxertia, manejo de solo e poda para otimizar a colheita do fruto símbolo da Caatinga.
- Sheila Lemos e Breno Farias




















































