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Audiência pública deve discutir Micareta de Feira, edição 2026

Uma audiência pública deverá ser realizada pela Câmara, nos próximos dias, sobre a Micareta de Feira de Santana, edição 2026, que acontecerá em novembro, em vez de abril, como tradicionalmente ocorre. O debate, sugerido hoje (9) pelo presidente do Legislativo, Marcos Lima (União), deve tratar de vários temas, a exemplo do Esquenta Micareta, do local para realização da folia (atualmente na avenida Presidente Dutra) e também do “arrastão”, que acontece há três anos na segunda-feira pós-festa.

Este evento, nos últimos dias, está sendo alvo de polêmica, com empresários pedindo ao prefeito José Ronaldo para que não seja mais realizado. Ocorre que, na Casa da Cidadania, tramita um projeto de lei de autoria do vereador Lulinha da Gente (União), aprovado em primeira votação, propondo que o evento passe a constar do Calendário Oficial do Município.

Marcos Lima classificou a iniciativa de uma audiência pública como a melhor forma de construir um consenso sobre o assunto “arrastão”: “De fato, avalio que a Casa deveria ter sido chamada a esta discussão antes da mobilização junto ao prefeito”. Ele sugeriu ao colega Lulinha que “possa organizar (a audiência pública) a fim de que a discussão seja tratada de uma forma melhor e por todos os interessados”.

O autor da proposta apontou influência do setor empresarial ao tentar convencer o prefeito José Ronaldo a cancelar a festa pós-micareta, sem buscar informações junto à Câmara. Concordando com a sugestão do presidente, ele acenou positivamente à possibilidade de ampliar a abordagem de temáticas da micareta na audiência pública. “Vamos solicitar, sim, (a audiência). Assim, veremos se a maioria do povo é favorável ou se segue a opinião contrária ao arrastão”, disse ele.

Argumentou o vereador que a manhã em que acontece o movimento não causa prejuízo aos comerciantes. Geralmente, por ser ponto facultativo, o comércio só abre depois das 13h, horário em que o evento já finalizou, pois o trio elétrico demora apenas uma hora e meia no percurso. “O arrastão é coisa simples. Não tem bebedeira, nem bares abertos”, afirmou. Lulinha considera importante ouvir o mentor do “arrastão”, o cantor feirense Tiago Aquino, sobre o assunto.

Fonte: Câmara de Feira de Santana

#FEIRA DE SANTANA

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