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“Esquenta Micareta” da Fraga Maia e de Humildes deve entrar na pauta da audiência pública

O “Esquenta Micareta”, que acontece na avenida Fraga Maia, e o “Esquenta de Humildes”, eventos que acontecem anualmente às vésperas da Micareta de Feira de Santana, devem constar na pauta a ser definida para uma audiência pública que a Câmara Municipal realizará, em breve, para debater o evento momesco de 2026. A sugestão é do vereador Zé Curuca (União), diante da ideia do presidente da Câmara, seu colega de legenda Marcos Lima, de que a discussão seja promovida pelo Legislativo.

O presidente da Casa da Cidadania espera que o vereador Lulinha dê entrada nos próximos dias em um requerimento pedindo o encontro, por ser este o autor de um projeto de lei que inclui o “arrastão” no Calendário Oficial de Eventos e Festejos Populares do Município. A proposta do debate surge depois que entidades empresariais pediram ao prefeito José Ronaldo a exclusão do “arrastão” que acontece há três anos, na segunda-feira pós-micareta. Lulinha quer aproveitar o “gancho” para abrir discussão sobre este e outros aspectos da organização da Micareta.

Zé Curuca disse ter “ouvido falar” na possibilidade de suspensão do “Esquenta”, na Nóide Cerqueira e em Humildes. “Acredito que a população, especialmente deste distrito, não concorda com alguma interrupção nestas festas que antecedem a Micareta”, alerta o vereador, favorável a que aconteça na Câmara uma ampla discussão com todos os setores da sociedade.

“É só especulação”, reagiu o líder da bancada do Governo na Câmara, José Carneiro (União), ao manifestar-se sobre eventual medida de “acabar com o Esquenta Micareta”. Ele defendeu um debate para tratar da folia no próximo ano, especialmente do “arrastão”. “Já votamos favorável ao projeto de inclusão do evento no Calendário Oficial. Mas, não podemos deixar de reconhecer que os empresários geram emprego e renda. Portanto, não podem ser tratados negativamente”, disse ele.

O vereador Pastor Valdemir (PP) assinalou que o possível fim do “arrastão” repercutiu bastante na cidade. A festa da segunda-feira, lembrou, desagrada o setor empresarial. Avaliou que o tempo somado para montagem e retirada de tapumes da área em que ocorre o arrastão, acaba aumentando as perdas do comércio na região. “Quando se faz o evento, os tapumes são colocados na semana anterior. E a retirada só ocorrerá depois do arrastão, o que significa quase oito dias de prejuízo para os empresários”, ponderou.

Jurandy Carvalho (PSDB) destacou ter ouvido diversas opiniões da população no programa de rádio Acorda Cidade (Sociedade News). Como folião, ele disse ser a favor do arrastão e da construção de um diálogo envolvendo todos os setores sociais. “Acho que (o arrastão) não irá trazer prejuízo nenhum. Mas, precisamos colocar as coisas no devido lugar, pois os empresários geram emprego e renda para a cidade. A audiência será uma forma de colaborar com o progresso e dinamismo da cidade”, apontou, ressaltando.

A audiência, completou Professor Ivamberg (PT), servirá para o empresariado apresentar detalhadamente sua visão a respeito do tema polêmico. “É importante ouvirmos todos. E nada melhor que o diálogo para entendermos e chegarmos a um consenso”, disse.

 

 

Foto: Izinaldo Barreto/Secom.

Fonte: Câmara de Feira de Santana

#FEIRA DE SANTANA

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