
A noite deste domingo (26) foi marcada por celebração, representatividade e fortalecimento da igualdade racial em Feira de Santana. O movimento Moviafro realizou mais uma edição do concurso Miss Afro, no Centro de Convenções, reunindo grande público e promovendo o protagonismo de mulheres negras do município e da região. O resultado final do concurso consagrou Leandra Leya como vencedora do Miss Afro 2026. Geovana Amorim conquistou o título de 1ª Beldade Negra, Milena ficou como 2ª Beldade Negra e Karine recebeu o título de Miss Simpatia.
A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres participou do evento a convite do coordenador do movimento, Val Conceição, reafirmando o compromisso da gestão municipal com políticas públicas voltadas à inclusão, à equidade racial e ao empoderamento feminino.
Criado em 2017 por Val Conceição e Viviane Carvalho, o concurso Miss Afro se consolidou como uma importante ação afirmativa no município. Com o objetivo de fortalecer a autoestima e ampliar oportunidades para mulheres negras, o projeto alia beleza, educação e formação cidadã. Nesta 9ª edição, o evento alcançou um marco expressivo, envolvendo cerca de 4 mil meninas negras ao longo de sua trajetória.
Mais do que um concurso de beleza, o Miss Afro se destaca como um espaço de conscientização e aprendizado. A iniciativa promove debates sobre identidade, cultura e religiosidade, além de enfrentar estereótipos históricos, como a hiperssexualização dos corpos negros. Música, arte e educação também integram a programação, contribuindo para a formação integral das participantes.
Durante o evento, o coordenador do Moviafro, Val Conceição, destacou a importância de ampliar oportunidades. “O que tem nos faltado é oportunidade. Essas ações têm aberto portas e chamado a atenção da sociedade para esse contexto. Nós, como homens e mulheres negras, podemos tudo”, afirmou.
A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Neinha Bastos, também ressaltou o impacto da iniciativa. “O povo negro hoje conquista espaços que historicamente lhe foram negados. Ações como essa e instituições como o Moviafro têm sido fundamentais para dar voz e visibilidade, permitindo que muitas pessoas saiam da invisibilidade social”, pontuou.
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Foto: Karla Ferreira






