
A sessão ordinária desta terça-feira (25), na Câmara Municipal de Feira de Santana, foi marcada por manifestações de vereadores que não concordaram com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na prisão preventiva do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Os discursos partiram dos vereadores Edvaldo Lima e Lulinha (União Brasil) e do vereador líder do PL em Feira de Santana, vereador Ismael Bastos, que expressaram preocupação com a condução do processo e defenderam mais clareza sobre as fundamentações adotadas pelo STF.
O parlamentar Edvaldo Lima (União Brasil) abriu o debate afirmando que a transferência do ex-presidente para a sede da Polícia Federal ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro convocar uma vigília em prol da saúde do pai, o que, segundo ele, gerou preocupação entre apoiadores. O vereador demonstrou receio de que manifestações religiosas estejam sendo interpretadas como motivo para medidas judiciais e questionou: “Será que nós não teremos mais o direito de fazer oração neste país?”. Para ele, o episódio acende um alerta sobre a preservação das liberdades individuais.
O líder do PL em Feira, vereador Ismael Bastos, afirmou que a decisão do STF parece desproporcional e carece de explicação detalhada sobre sua necessidade. Em sua avaliação, o processo que levou à prisão do ex-presidente apresenta fragilidades. O parlamentar também chamou atenção para o estado de saúde do ex-presidente, expressando preocupação com a ausência de estrutura adequada para acompanhamento médico em ambiente prisional.
O vereador Lulinha da Gente (UB), em seu discurso, afirmou que a decisão surpreendeu parte da sociedade e ressaltou a importância de que os critérios jurídicos adotados sejam expostos com clareza. Para ele, a falta de informações completas sobre o processo intensifica dúvidas e amplia o debate público sobre o tema.
Encerrando o assunto no plenário, o edil Ismael Bastos, reafirmou que considera a decisão do STF injusta e reforçou que, em sua visão, não há acusações de corrupção ou desvio de recursos envolvendo a gestão do ex-presidente. Ele comparou o caso a processos julgados anteriormente em diferentes instâncias da Justiça brasileira e destacou que, segundo ele, o atual processo não seguiu o mesmo percurso.
Fonte: Câmara de Feira de Santana






