
Texto e foto: Ascom SMS
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador iniciou, nesta segunda-feira (13), o acolhimento dos novos servidores que irão atuar na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A iniciativa, criada pela Coordenadoria de Atenção Psicossocial (COAPS) junto à Escola de Saúde Pública (ESPS), contempla técnicos de enfermagem que passam a integrar a rede de saúde mental do município e marca o início da Trilha do Acolhimento Pedagógico, estratégia estruturada para qualificar o ingresso desses profissionais no SUS.
O percurso formativo foi desenvolvido com o objetivo de promover integração, alinhamento conceitual e fortalecimento das práticas de cuidado em saúde mental, considerando que muitos dos novos trabalhadores chegam à rede sem experiência prévia na área. A proposta busca não apenas preparar tecnicamente os profissionais, mas também resguardar os princípios da Reforma Psiquiátrica, garantindo o cuidado em liberdade, com base em uma atuação ética e territorializada.
A trilha tem início com um processo de intercâmbio nos diferentes pontos de atenção da RAPS, permitindo aos profissionais vivenciar o funcionamento dos serviços, conhecer as equipes multiprofissionais e compreender, na prática, a articulação da rede. Na sequência, são desenvolvidos conteúdos teóricos voltados aos fundamentos do SUS, da saúde mental e da luta antimanicomial, além de temas como determinantes sociais, equidade e construção do Projeto Terapêutico Singular.
Sensibilidade – A iniciativa integra o conjunto de estratégias da SMS voltadas ao fortalecimento da rede de atenção psicossocial, com foco na ampliação do cuidado e na consolidação de práticas alinhadas aos princípios da saúde pública.
De acordo com a apoiadora técnica da Coordenadoria de Atenção Psicossocial, Aline Vilas Boas, a iniciativa cumpre um papel essencial na qualificação da rede: “Chegar na rede, muitas vezes sem experiência prévia em saúde mental, pode gerar insegurança. Por isso, a trilha foi pensada como um espaço de acolhimento, escuta e construção coletiva, onde o profissional se reconhece como parte da rede e se fortalece para cuidar do outro com responsabilidade e sensibilidade”.
Com carga horária distribuída entre atividades práticas e teóricas, a formação inclui ainda conteúdos sobre ética, direitos humanos e equidade, além de abordar os determinantes sociais que impactam o sofrimento psíquico e as desigualdades no acesso ao cuidado. A proposta também fortalece a postura ético-política dos trabalhadores e sua atuação integrada na rede.
Para a gerente da Atenção Especializada, Helena Lima, a iniciativa contribui diretamente para a organização dos serviços e para a qualidade da assistência prestada à população. “Estamos qualificando o ingresso desses profissionais de forma estruturada, garantindo alinhamento com as diretrizes da RAPS e fortalecendo uma assistência mais resolutiva, humanizada e integrada no âmbito do SUS”, afirmou.
Fonte: Prefeitura de Salvador




