
Em tramitação na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o Projeto de Lei que autoriza um empréstimo de quase R$ 5,5 bilhões para a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) pode resultar em aumento na conta de água da população. O alerta é do presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, vereador Marcos Lima (União) que, na sessão desta quarta-feira (6), pediu que os deputados estaduais votem contra a proposta.
Além do pedido de empréstimo, o parlamentar criticou mudanças recentes na forma de cobrança da tarifa de água, afirmando que houve redução na faixa de consumo com manutenção do mesmo valor. “Cobravam uma taxa para o consumo de dez metros cúbicos e, há alguns meses, passaram a cobrar o mesmo valor para seis metros cúbicos”.
Sobre a saúde financeira da empresa, ele questionou como a Embasa necessita de empréstimo se tem patrocinado shows e eventos culturais por todo o Estado. “É uma empresa que não tem concorrente e não precisa patrocinar shows para ser divulgada. Isso parece politicagem”, concluiu. Ele ainda alertou que é um ano eleitoral e que os deputados podem ser hostilizados pela população, caso aprovem o empréstimo: “A conta vai ficar mais cara e as pessoas não aguentam mais pagar impostos”.
Durante a discussão, outros vereadores também se manifestaram sobre o tema. José Carneiro (União) criticou a quantidade de empréstimos autorizados pelo Governo do Estado e apontou insatisfação com a forma de cobrança da Embasa. Galeguinho (União) relacionou o debate à situação de estatais no país, que segundo ele, estão em “decadência financeira”.
Jorge Oliveira (PRD), por sua vez, chamou a atenção para a cobrança da taxa de esgoto de 80% no Município e defendeu o cumprimento de decisões judiciais que ratificam a redução do percentual para 40%. Lulinha da Gente (União) destacou a necessidade de ampliação da rede de esgotamento sanitário em Feira de Santana, apontando que boa parte da população ainda não é atendida pelo serviço. Já Jurandy Carvalho (PSDB) enfatizou a importância da fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos, defendendo maior acompanhamento por parte da sociedade.
Fonte: Câmara de Feira de Santana





