Arraiá da Feira

Hospital da Criança está encaminhando pacientes para UPA Estadual

Mães de pacientes estão reclamando da falta de prestação de atendimento médico para os seus filhos no Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana. Ao chegarem à unidade, segundo relatou o vereador Edvaldo Lima (União), em pronunciamento na sessão da Câmara desta quarta-feira (6), os pacientes estariam sendo orientados a procurar assistência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizada nas proximidades do Hospital Geral Clériston Andrade.

“O Hospital da Criança foi construído para quê? Pois, as mamães estão chegando com suas crianças e dizem a elas ‘se a UPA mandar voltar, a gente atende’. Mas, primeiro, tem que passar por lá”, protestou ele. Além do fato de estar constantemente superlotada de pessoas adultas acidentadas, observou Edvaldo Lima, tem a questão de problemas detectados na estrutura e funcionamento da unidade de saúde. Muriçocas, falta de papel higiênico nos banheiros e ar condicionado quebrado, seriam alguns dos transtornos enfrentados por usuários.

“Virou um lugar de adoecer e não de curar. Um bebê de seis meses no meio de adultos com doenças graves na UPA, em meio a pessoas em filas de espera. É um governo irresponsável”, disse, criticando a gestão estadual da área de saúde. Para Professor Ivamberg (PT), a questão pode estar relacionada à distribuição de casos específicos de pacientes. No HEC, os atendimentos focam em média e alta complexidade, a exemplo de indivíduos acometidos por câncer e grávidas com complicações graves. “No sistema de saúde do Brasil, é a UPA que faz o pronto atendimento”, explicou.

PACIENTES REGULADOS

As críticas relativas a problemas na assistência prestada pelo Hospital da Criança também foram endossadas pelo vereador Jurandy Carvalho (PSDB). Ele relatou que uma paciente, devidamente regulada da UPA da Queimadinha para a referida unidade hospitalar, ainda precisou aguardar cerca de quatro horas por atendimento. “Ao chegar lá, regulada, foi ‘jogada’ na recepção e ficou esperando, com suspeita de apendicite, por todo este tempo”, reclamou ele.

Jurandy informou, ainda, que diversas ambulâncias têm conduzido pacientes ao HEC e elas ficam nestas mesmas condições. “Estão pegando gente regulada e botando na porta do hospital. Saem das cidades do interior e ficam na porta para fazer triagem. É preciso tomar uma providência”, cobrou às autoridades estaduais.

Fonte: Câmara de Feira de Santana

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